A G.∙.D.∙.G.∙.A.∙.D.∙.U.∙.

A.∙.R.∙.L.∙.S.∙. FRATERNIDADE SERRANA, Nº 57

São Joaquim/SC


 

POEMA REGIUS

 

Breve Histórico

Segundo informações disponíveis, o Manuscrito Régio foi escrito em torno do ano de 1390. Publicado em 1840 por James O. Halliwell, é mencionado em 1670 em um inventário da Biblioteca John Theyer. Esta foi vendida a Robert Scott - daí a razão de haver um segundo inventário, em 1678. O Manuscrito pertenceu depois à Biblioteca real até 1757 - daí o seu nome de “Regius” - data na qual o rei Jorge II fez a doação ao Museu Britânico.

O Regius se compõe das seguintes partes:

    Fundação da Maçonaria Egípcia por Euclides.

    Introdução da Maçonaria na Inglaterra sob o reinado de Athelstan, - rei saxão, que reinou entre os anos 925 e 939.

     Os Deveres, em quinze artigos.

     Os Deveres, em quinze pontos.

     Lenda dos Quatro Coroados.

     Lenda da Torre de Babel.

     As Sete Artes Liberais

     Exortação sobre a missa e como se comportar na Igreja.

     Instrução sobre Boas Maneiras.

O Manuscrito Régio, ou Poema Régio, ou Manuscrito Halliwell, é considerado o mais antigo documento maçônico conhecido; supõe-se que tenha sido escrito na ano de 1390.

  

O Manuscrito Régio

(Texto Integral)

Tradução feita pelo Ir.: Ambrósio Peters

 

Um Poema Sobre Princípios Morais

 

Aqui começam os regulamentos da Arte da Geometria

segundo Euclides.

Quem quer que com atenção procurar e ler

Encontrará escrito em algum antigo livro

Sobre senhores e também damas

Que tiveram muitos filhos ao mesmo tempo

E não tinha recursos para mantê-los consigo,

Nem na cidade, nem no campo, nem na floresta;

Juntos então em assembléia se reuniram

Para decidir o destino destas crianças,

De como poderiam melhor conduzir suas vidas

Sem grandes males, cuidados, ou discórdias;

Como também da multidão que viria

De seus filhos após a sua morte.

Eles os enviaram à procura dos altos funcionários

Para que lhes ensinassem uma boa profissão.

Então a eles pediram, para a causa de Nosso Senhor,

Para nossos filhos algum trabalho a fazer,

Assim que elas possam ganhar sua vida com isso

Bem e honestamente e com segurança.

Naqueles tempos, através da boa Geometria,

Esta honesta Guilda da Maçonaria

Foi assim instituída e fundada,

Imitada por aquelas funcionárias reunidos;

Imitaram a Geometria a pedido dos Senhores.

E deram o nome de Maçonaria

Para esta mais honesta Guilda de todas.

Os filhos desses Senhores por isso saíram livres

Para aprender deles o ofício de Geometria

Que ele havia criado tão perfeita.

A pedido dos pais e também das mães

Ele os pôs diante desta honesta Guilda

Ele que aprendera melhor, e era honesto,

E passou seus companheiros no interesse de aprender.

Se naquela Guilda ele os passou

Ele deveria ser mais respeitado que os outros

Este grande funcionário se chamava Euclides.

Seu nome era pronunciado com grande admiração.

Então este grande funcionário ordenou

Para quem fosse o mais alto neste grau

deveria ensinar com simplicidade

Como ser perfeito nesta honesta Guilda

Pois assim cada um poderia ensinar ao outro

E amar-se mutuamente como Irmão e Irmã.

Além disso ele ainda determinou

Que Mestre ele deveria ser chamado

Pois sendo o mais venerado

Assim ele deveria ser chamado,

Porém os Maçons nunca assim se chamariam

Entre eles todos quando na Guilda

Nem súdito, nem criado, nem meu caro Irmão,

Porquanto ninguém é mais perfeito que o outro.

Cada um chamará com afeição o outro

Porque todos nasceram de mulher.

Desta maneira, pelo saber da Geometria

Começou a Guilda da Maçonaria.

O Mestre Euclides desta forma fundou

Esta Guilda da Geometria na terra do Egito.

No Egito ele ensinou largamente

Em diversos lugares e por toda a parte;

Muitos anos depois, eu o sei,

Antes desta Guilda chegar a esta terra,

Esta Guilda chegou à Inglaterra como lhes digo

Nos dias antigos do bom rei Athelstane.

Ele construiu para ela então sedes e abrigos

E altos templos de grande esplendor

Para alegrá-los dia e noite

E para venerar seu Deus com todo o vigor

Este bom senhor amou sua Guilda com bondade

E propôs-se a reforçá-la em toda a parte.

Por causa de diversas falhas que numa Guilda ele achou

Ele enviou para todas as partes naquela Terra

A procura de todos os Maçons da Guilda

Para virem a Ele todos em ordem

Para corrigir estes erros todos

Com bons conselhos, e se puder ser,

Uma assembléia poderia ser constituída,

Entre as diversas autoridades em seus estados,

Duques, Condes, e Barões também

Cavaleiros, Escudeiros, e muitos mais,

E também os cidadãos daquela cidade,

Eles estariam aí todos em sua categoria

Todos estariam aí presentes

Para regular essa condição dos Maçons

E ali buscarem em sua sabedoria

Como melhor governar.

Quinze artigos eles então estudaram

E quinze pontos aí eles elaboraram.

Aqui começa o artigo primeiro.

Artigo I

O primeiro artigo desta Geometria:

O Mestre Maçom deve ser muito perfeito

Tanto quanto correto, confiável e franco,

Pois disto ele jamais se lastimará;

Pagará seus companheiros descontadas suas despesas

Com seu alimento bem o sabe;

Então paga corretamente, por tua fé,

Tudo o que eles têm direito;

Conforme seu contrato e não mais.

Segundo as suas tarefas

E não economizará nem por amor ou nem por medo

De nenhum lado aceitará suborno;

Nem do Senhor, nem do companheiro, nem de quem seja

Não aceitará nenhuma forma de gratificação

E como um Juiz permanecerá justo

Para assim fazer a ambos um grande bem

E com sinceridade faz isso aonde fores

E teu respeito e teu ganho será maior.

 

Artigo II

O segundo artigo da boa Maçonaria

Diz que deve ouvir com cuidado

Que cada Mestre, que é Maçom,

Deve estar presente à Assembléia Geral

Assim que com certeza seja informado

Onde a Assembléia terá lugar.

Àquela Assembléia ele estará obrigado a ir

A não ser que tenha razoável desculpa

Ou não seja da obediência da Guilda

Ou a engano seja induzido

Ou que tenha uma doença muito grave

Que impeça de estar no meio deles;

Isto são desculpas boas e coerentes

Sem mentiras para aquela Assembléia.

Artigo III

O terceiro artigo sem dúvida é este

Que o Mestre não tome um Aprendiz

Sem que tenha bastante certeza

de sete anos ficar com ele, como lhe digo,

Aprender seu ofício, isto é compensador

Com menos tempo ele não poderá estar capaz

De dar lucro nem ao Senhor nem a si mesmo

Como tu sabes por boas razões.

Artigo IV

O quarto artigo deve ser esse

Que o Mestre sempre o tenha sob sua vista

Que não faça do Aprendiz um escravo

Nem o contrate por cobiça;

O Senhor a quem ele é destinado

Pode vir buscar o Aprendiz onde estiver,

Se na Loja ele for aceito

Muito mal poderá causar

E se isso acontecer

Pode aborrecer a alguns ou até a todos.

Todos os Maçons que lá estão

Juntos devem ficar sempre

E se ele na Guilda permanecer

Com muitos infortúnios deverá contar;

Então em todo o caso, e por preocupação,

Toma sempre um Aprendiz de condição melhor

Como encontrei escrito em tempos antigos

que o Aprendiz seja de modos gentis;

Assim antigamente, sangue de importantes Senhores

Entrou nesta Geometria que é pleno de sucesso.

Artigo V

O quinto artigo é verdadeiramente bom

O Aprendiz deverá ser de sangue legítimo.

O Mestre não deve, por nenhum motivo

Tomar um Aprendiz que seja deformado;

Isto significa, como tu deves ouvir,

Que ele tenha todos os seus membros inteiros;

Pois para a Guilda seria uma grande vergonha,

Formar um homem coxo ou manco.

Pois um homem de tal sangue imperfeito

Traria a Guilda apenas pouco lucro

Assim isto tudo deves conhecer sempre,

Que a Guilda precisa de homens vigorosos;

E um homem mutilado não tem forças

Deves saber isso muito antes da noite.

Artigo VI

O sexto artigo não deves te enganar.

Que o Mestre não prejudique o Senhor

Ao tomar um Senhor como seu Aprendiz.

Quanto os Companheiros o fazem, de qualquer forma.

Que naquela Guilda eles sejam muito perfeitos.

Assim se ele não for, tu deves ver isto.

Também é contra a boa razão

Receber seu aluguel como seus Companheiros fazem.

Este mesmo artigo neste caso

Manda que o Aprendiz dele receba menos

Que seus Companheiros, que já são perfeitos,

De diversos modos, sabe compensar isto,

O Mestre deve então informar ao Aprendiz

Que o seu salário logo aumentará.

E antes que seu contrato chegue ao fim

O seu salário deve estar reformado.

Artigo VII

O sétimo artigo é este agora

Tudo isso deve revelar a todos,

Que nenhum Mestre por sujeição ou imposição

Permita o roubo, nem de vestimenta nem de alimentos,

Ladrões ele jamais poderá abrigar,

Nem alguém que tiver matado um homem,

Nem mesmo quem tem o nome conspurcado,

A fim de não levar a Guilda à vergonha.

Artigo VIII

O oitavo artigo mostra isto

Que o Mestre deve fazer muito bem

Se ele tiver algum homem na Guilda

Que não seja tão perfeito quanto deveria

Ele deves substituí-lo logo sem demora

E colocar em seu lugar um homem mais perfeito.

Pois tal homem por essa imprudência

Poderia levar a Guilda a menor respeito.

Artigo IX

O nono artigo mostra muito bem

Que o Mestre deve ser tão sábio quanto forte;

Que ele não se incumba de um trabalho

A não ser que possa fazê-lo e terminá-lo;

E aos Senhores deve ser de proveito também

E para sua Guilda, onde quer que ele vá;

E que a fundação seja bem conduzida,

E que não tenha falhas e nem rache.

Artigo X

O décimo artigo é para que se saiba,

Que na Guilda, do menor ao maior,

Nenhum Mestre deve suplantar outro

Mas ficar juntos como Irmão e Irmã,

Nessa original Guilda, todos ou alguns,

Que pertencem a um Mestre Maçom.

Não devem tomar o lugar de nenhum homem,

Que tenha tomado sobre si um trabalho

Com pena de isso estar muito difícil,

Se não pesar não mais que dez libras.

Mas se isto houver é declarado culpado,

Quem tomou primeiro o trabalho nas mãos;

Pois nenhum homem na Maçonaria

Substituirá outro livre de perigo,

E se o trabalho for assim mesmo executado

E se neste caso o trabalho fracassar

Então o Maçom que o trabalho assumiu

O benefício do Senhor ele deve preservar.

Se neste caso o trabalho fracassar

Nenhum Maçom, por sua vez, se intrometerá

Na verdade ele que começou a fundação

Se ele for um Maçom bom e correto

Ele tem o firme propósito

Que levará seu trabalho a bom término.

Artigo XI

O décimo primeiro artigo que lhes cito

É tão justo quanto livre;

Pois ensina, por sua força,

Que nenhum Maçom deveria trabalhar à noite

Mas se o estiver praticando com prudência

Isso pode ser retificado

Artigo XII

O décimo segundo artigo é de alta dignidade

Todo o Maçom onde quer que ele esteja,

Nunca depreciará o trabalho dos seus Companheiros

Se ele quiser sua dignidade manter;

Com palavras dignas ele o louvará

Com inteligência que Deus te concedeu;

Mas isso corrige em tudo o que podes

Entre ambos, sem dúvida.

Artigo XIII

O décimo terceiro, assim Deus me ajude,

É que se o Mestre tem um Aprendiz

Dê-lhe então o ensino completo

E os pontos mensuráveis que lhe ensine,

Para que o ofício hábil ele possa conhecer

Onde quer que vá sob o Sol.

Artigo XIV

O décimo quarto artigo por bom motivo,

Mostra ao Mestre como ele deverá agir.

Ele não deverá tomar para si um Aprendiz

Sem que tome diversas precauções,

Ele deve dentro do seu período

Diversos pontos lhe ensinar.

Artigo XV

O décimo quinto artigo põe um fim

Naquilo que do Mestre é um amigo

Por ensinar-lhe, como a nenhum outro homem,

Que falsos compromissos não deve assumir.

Nem apoiar seus Companheiros em seus erros,

Pois nenhum bem que ele possa ganhar;

Nem falso juramento para o fazer sofrer

Pelo temor da salvação de sua alma.

A fim de que não se torne uma vergonha para a Guilda

E a ele mesmo trazer demasiada censura.

 

Outros Regulamentos

 

Nessa Assembléia outros pontos mais foram definidos

Por importantes Senhores e Mestres também,

Que quiserem conhecer esta Guilda e vir a sua sede.

I Ponto

Deve sempre amar muito a Deus e à Santa Igreja

E também ao Mestre a que estiver ligado

Onde quer que vá, no campo ou na floresta,

E seus Companheiros amará também,

Para que tua Guilda aceite o que fazes.

II Ponto

O segundo ponto como vos digo

Que o Maçom trabalhe na tarefa diária

Tão corretamente quanto pode ou deve,

Para merecer seu salário para o dia de descanso,

E lealmente trabalhe em sua tarefa

Para bem merecer ter sua recompensa.

III Ponto

O terceiro ponto deve ser rigoroso

Para que o Aprendiz o conheça bem

E do seu Mestre e conselho ele receba e guarde

E dos seus Companheiros com seus bons propósitos

As privacidade dos seu aposento não conte a ninguém

Nem da Loja, o que quer que se faça;

O que quer que ouvires ou os vires fazer

Não conte a ninguém onde quer que tu vás;

As deliberações da reunião na sede e também no abrigo.

Guarde-as bem em grande reverência

A fim de que não retorne a ti como censura

E leves a Guilda a grande vergonha

IV Ponto

O quarto ponto também nos ensina,

Que nenhum homem seja infiel a sua Guilda;

Em erro ele não deve apoiar ninguém

Contra a Guilda, mas afaste-se dele;

Nem prejuízos ele deve causar

Nem ao seu Mestre, nem aos Companheiros também;

E embora o Aprendiz esteja sob ordens

Ainda assim ele seguirá a mesma lei.

V Ponto

O quinto ponto é sem dúvida

Que quando o Maçom recebe o pagamento

Do seu Mestre destinado a ele

Cheio de humildade deve estar;

Sendo assim deve o Mestre por bons motivos

Avisá-lo legalmente antes do meio-dia

Se não o quiser ocupar mais

Conforme o fazia anteriormente;

Contra esta ordem ele não deve se opor

Se ele pensa muito em prosperar.

VI Ponto

O sexto ponto deve ser dado a conhecer

Tanto ao mais alto quanto ao mais baixo

Pois que este caso poderá acontecer;

Entre os Maçons, todos ou alguns,

Por causa de inveja ou raiva de morte

Freqüente se originam fortes discussões.

Então convém ao Maçom se isto ele puder

Colocá-los juntos durante um dia

Mas neste dia da amizade eles não farão nada

Faça que o dia do trabalho termine perfeito;

Ao dia Santo vocês devem chegar bem,

E fazer do descanso um dia de amizade

Para que não seja um dia que o trabalho

Que foi impedido com tal desordem.

Para tal desfecho, então, tu os induzas

A permanecerem fiéis à lei de Deus.

VII Ponto

O sétimo pode bem significar

Que boa vida longa Deus nos concedeu

Como o percebes claramente.

Não deves ao lado da esposa do teu Mestre deitar

Nem das de teus Companheiros, de modo algum

A fim de que a Guilda não te menospreze;

Nem com a concubina de teus companheiros

Não mais do que quisesses que ele fizesse com a tua

A pena por isto deves estar certo

Sendo ele Aprendiz por sete anos completos

E tiver faltado em alguns deles

Assim punido então ele deve ser;

Com muito cuidado deverá desse ponto iniciar

Por tal desonra mortalmente infame.

VIII Ponto

Do oitavo ponto, deves estar certo,

Se você tiver aceito qualquer remédio

Abaixo do teu Mestre seja sincero

E disto nunca terás arrependimento;

Um sincero mediador deves precisar ser

Para teu Mestre, e teus Companheiros livres;

Faça sinceramente o que for preciso

A ambas as partes, e isso é certamente correto.

IX Ponto

O nono ponto nós devemos chamá-lo

Para que seja um guarda de nossa sede,

Se estiveres juntos num recinto

Cada qual servirá outro com humildade;

Companheiro gentil, tu o deves saber

De ser guarda cada um em seu turno

semana após semana sem dúvida

Assim serão todos guardas cada um em sua vez

Para amáveis servir uns aos outros.

Como se fossem Irmãos e Irmãs.

Aí ninguém deve ser pesado um ao outro

Nem querer vantagens para si próprio.

Cada homem deve igualmente isento

Daqueles gastos, assim deve ser;

Cuides em corretamente pagar sempre cada homem

De quem compraste cada alimento consumido

Que nenhum pedido seja feito a eles

Nem aos teus Companheiros em nenhum escalão,

A homem ou a mulher, onde quer que seja,

Pague-os bem e honestamente, como nós queríamos.

Por isso de teu Companheiro boa recordação terás

Por isto paga bem como se fosse teu

A fim de não envergonhar teu Companheiro

E colocar a ti mesmo em grande culpa.

Então boa conta deves prestar

Das tais mercadorias que recebeste.

Dos bens de teus Companheiros, que tu gastaste,

Onde e como e com que finalidade;

Tais contas deves trazer contigo para

Quando teus Companheiros desejarem que tu o faças.

X Ponto

O décimo ponto apresenta uma vida boa

Para viver sem cuidados e disputas;

Pois se o Maçom viver impropriamente

E em seu trabalho for falso eu o sei

E através de falsa desculpa

Tentar difamar seus Companheiros sem motivo

Através de difamação falsa de tal forma

Pode trazer vergonha para a Guilda.

Se ele faz à Guilda tal vilania

Então nenhum favor lhe faça certamente.

Nem o manterás nesta vida imoral

Sem medo de que se transforme em preocupação e discórdia.

Mas ainda assim tu não adiarás

A menos que queiras obrigá-lo

A aparecer onde quer que tu o queiras

Onde tu o queira; irritado ou calmo;

Na próxima assembléia deverás chamá-lo

Para aparecer perante todos os seus Companheiros

E a menos que perante ele não apareça

A Guilda ele deve renunciar;

Ele será então punido perante a lei

Que foi criada nos velhos tempos.

XI Ponto

O undécimo primeiro ponto é de grande discrição

Conforme deves saber por bons motivos;

Um Maçom, se conhece bem a sua Guilda

E vê seu Companheiro desbastando uma pedra

E está a ponto de estragar aquela pedra

Corrige-o logo se isto puderes.

E ensina-o a se corrigir

Para que o trabalho do Senhor não seja danificado

E ensina-o rapidamente o emendar-se.

Com palavras justas, que Deus te concedeu

Por sua graça que paira sobre nós

Com doces palavras fomenta sua amizade.

XII Ponto

O décimo segundo ponto é de grande realidade

Onde a assembléia estiver reunida

Lá estarão os Mestres e os Companheiros também,

E muitos outros grandes senhores também;

Lá estará a autoridade suprema daquele país,

E também o prefeito daquela cidade,

Cavaleiros e Fidalgos também devem estar

E também os edis como você verá;

Aquela decisão que eles tomarem lá

Eles manterão todos em unanimidade

Contra aquele homem, onde quer que ele esteja

Ele pertence à Guilda, ou forçado ou livre

Ele deve ser tomado sob sua custódia.

XIII Ponto

O décimo terceiro ponto é para nós de proveito

Ele jurará que nunca será um ladrão,

De não auxiliá-lo em sua falsa ação.

Com nenhum bem que ele tenha roubado

E tu deves conhecer isto ou pecar

Nem pelo bem dele, nem pelo bem de sua família.

XIV Ponto

O décimo quarto está repleto de boa norma

A ele que devia estar sob temor;

Um juramento firme ele deve fazer.

Ao seu Mestre e a seus Companheiros que lá estão;

Ele deve estar imperturbável e correto

A todo esse regulamento, onde quer que ele vá.

E ao senhor de sua associação, o rei.

Será fiel acima de tudo

E a todas essas questões acima

A eles tu precisas jurar

E todos farão este igual juramento

Dos Maçons, sejam eles voluntários ou impostos;

A todos estes pontos acima

Isto foi instituído com grande sabedoria

E delas devem informar-se cada homem

de sua reunião, tão bem quanto possível;

E se algum homem for julgado culpado

Em qualquer dessas questões em especial

Seja quem ele for, deixem que seja procurado

E à Assembléia ele seja trazido.

XV Ponto

O décimo quinto ponto é de grande saber

Para aqueles que lá terão jurado

Este regulamento aprovado em Assembléia

Pelos grandes senhores e Mestres, acima citados

Para os mesmos que são desobedientes, eu sei

Contra o regulamento aqui descrito

E esse artigos que aqui foram alterados

Por grandes senhores e Maçons em conjunto.

E se eles foram examinados abertamente

E antes daquela Assembléia, detidamente

E não se emendarem de suas culpas

Então devem eles renunciar à Guilda

E nenhuma Guilda de Maçons os recusará

E jurarão nunca mais o usar;

Mas se eles quiserem se corrigir

Contra a Guilda nunca devem agir

E se eles assim não o quiserem fazer

A autoridade suprema logo os levará

E colocará seus corpos numa prisão profunda

Por causa da transgressão que cometeram

E tomarão seus bens e seu gado

E passarão para as mãos do rei, cada peça

E os deixarão lá ficar no silêncio total

Enquanto for vontade da liga do rei.

 

Outros Regulamentos da Arte da Geometria

 

Ficou combinado que uma assembléia haveria

Todos os anos, em qualquer lugar que se resolvesse

Para corrigir defeitos se algum fosse achado,

Na Guilda que naquela Terra,

A cada ano ou cada três anos deveria ter lugar

Em qualquer tempo que eles quisessem

Devendo data e lugar ser sempre avisados,

E no lugar deveriam se reunir.

Todos os homens da Guilda lá deverão estar

Como outros grandes senhores, como se verá,

Para corrigir as faltas de que se falou.

Se alguém deles as tiver transgredido

O que todos eles devem ter jurado.

Isto pertence à sabedoria da Guilda

Manter sempre os seus estatutos

Que foram ordenados pelo Rei Athelstane:

De acordo com este estatuto que aqui decretei

Eu ordeno que eles se observem em minha terra

Pela honra de minha Realeza

Que possuo por minha dignidade.

Também em toda assembléia que vocês realizarem,

Que vocês venham ao seu Rei soberano unidos

Suplicando sua altíssima graça

Para que estejamos convosco em todo lugar

Para confirmar os estatutos do Rei Athelstane

Que ele decretou a esta Guilda com boas intenções.