A  G.∙. D.∙. G.∙. A.∙. D.∙. U.∙.

A.∙.R.∙.L.∙.S.∙. Fraternidade Serrana, nº 57

SÃO JOAQUIM - SC


 

PALAVRAS DO GRAU DE COMPANHEIRO

Marcelo Luís Schmitt
Confederação Maçônica do Brasil – COMAB
Grande Oriente de Santa Catarina – GOSC
Fraternidade Serrana Nº 57
São Joaquim – 07/06/2010

 


1. INTRODUÇÃO

O Companheiro Maçom se faz reconhecer por um toque, um sinal e duas palavras, uma Sagrada e outra de Passe. Diferentemente do Aprendiz, o Companheiro agrega além da palvra sagrado do grau uma Palavra de Passe, que lhe garante o acesso ao Templo, nas sessões de 2º Grau. Antigamente, o Ap.’. passava 5 anos encerrado no Templo, para o qual entrava após 2 anos de observação por parte dos Ccomp.’. e MM.’., como não podia auxentan-se do Templo, sob pena de não poder regressar, não necesitava de P.’. de P.’.. As Palavras Sagrada e de Passe do C.’.M.’. são originadas nas Sagradas Escrituras. Procuraremos nesta peça apresenta-las, destacando suas raízes, significados e simbolismo no Grau de Companheiro.


2. A PALAVRA SAGRADA

Nas Sagradas Escrituras encontramos várias referências da Palavra Sagrado do Segundo Grau do Simbolismo, a mais antiga é encontrada no 1º Livro dos Reis, capitulo 7, versículo 21: “ ...... Depois levantou as Colunas no pórtico do templo; e levantando a coluna direita, chamou o seu nome MIUQAJ ...”. Tem como sigificado amplamente reconhecido a “Estabilidade”, há contudo altores que lhe conferem origem grega, sendo composta por “Jah” que significa Deus e “Iachin” que quer dizer estabelecerá, temos então o significado de “Deus estabelecerá”, maçonicamente representa a “Coluna da Beleza”

Na Bíblia não encontramos referência aos motivos que levaram o Rei Salomão a inseri-la na Coluna do Sul, contudo encontramos muitas vezes nomes iguais ou dele derivados: No Livro de Gênesis, temos o quinto filho de Simeão, filho de Jacó e pai dos Jaquinitas, associação de homens justos. Já no Livro das Crônicas encontramos um chefe de uma família de sacerdotes a serviço do templo de Jeová. A Palavra Sagrado do Grau de Aprendiz representa a matéria com suas forças essencialmente materiais, já a Palavra Sagrada do Grau de Companheiro tem o simbolismo das forças espirituais. A tarefa Maçônica constitui o saber ser útil à sociedade, à pátria e a humanidade, mesmo que para atingir seus propósito seja necessário sacrifícios, vale ressaltar a necessidade de o Maçom ter consciência de seus deveres para com o G.’.A.’.D.’.U.’., para com seus semelhantes e para consigo mesmo. De Acordo com Rizzardo da Camino (2009) “ As práticas decorrentes do significado da Palavra Sagrada não são executadas dentro das lojas, ........ será o reflexoo da dedicação e do estudo que sai da Loja, espalhando-se pelo Mundo, e penetra no próprio Maçom.”

Como o Aprendiz foi chamdo para a prática de atos de elevação moral, magnitude e poder, o Companheiro, já de posse destas virtudes, dirige o seu interesse no sentido de desenvolver de forma consciente as obras sociais, científicas e morais que beneficiam a humanidade, preparando as gerações vindouras.


3. A PALAVRA DE PASSE

Temos aqui uma grande diferença entre os graus de Aprendiz e de Companheiro, a introdução da Palavra de Passe no Segundo Grau do Simbolismo. Tem sua origem a época em que o exército dos efraimitas atravessou o rio jordão para combater Jefté, grande general gileadita. Com a derota dos efraimitas, os sobreviventes tentaram retornar, cruzando o rio jordão, guarnecidos por soldados leais a Jefté, que ordenou que todo fugitivo efraimita fosse executado. A palavra de passe seria “ TELOBICHS”, pois valeu-se de um defeito vogal dos efraimitas que não conseguiam pronunciar a palavra com o som de “xis” mas sim com som de “S” TELOBIS. As escrituras afirmam que nas batalhas e no regresso morreram 42.000 efraimitas. Como a palavra ressultou em uma senha segura, o Rei Salomão a usou, posteriormente, como Palavra de Passe para os Companheiros, sendo adotada pela Maçonaria, tanto por sua origem histórica, como pelo seu significado, que em hebraico quer dizer “espiga de trigo” simbolizando a união entre os Maçons, como os grãos de trigo.

O trigo sempre foi considerado um grão sagrado, indispensável á vida humana; o pão cotidiano, tomado por Jesus, o Cristo, como símbolo da própria carne. O trigo tem valor quando seus grãos estão maduros, prontos para serem moídos e servirem de alimento. Tem a faculdade de manter-se indefinidamente íntegro, para posteriormente germinar, da mesma forma que o Aprendiz, que acumulou conhecimento e espera a oportunidade de encontrar terra fértil e úmida para brotar. Sendo o Aprendiz o próprio grão de trigo, pode permanecer indefinidamente, no estado de grão, pois necessita entender a missão que deverá cumprir dentro da multiplicidade maçônica, refletida nos seus diversos graus.

O simbolismo da espiga de trigo, esta relacionado à fecundidade do grão, ao germinar a planta cresce no sentido oposto à gravidade, de maneira análoga o Aprendiz vence suas paixões e instintos para “germinar” como Companheiro, quando se encontra e se estabelece no plano elevado, para amadurecer e por sua vez frutificar. O Aprendiz é o grão de trigo com vida latente, pode permanecer por longos períodos em seu estado original, quando encontra o ambiente apropriado germina evoluindo em nossa Sublime Ordem.


4. CONCLUSÃO

Finalizo ressaltando que a Palavra de Passe recorda ao Companheiro como se consegue o acesso efetivo do primeiro ao segundo grau maçônico e, que o estudo da Palavra Sagrada nos leva a compreender mais intimamente em que consiste a condição de estabilidade e firmeza que caracteriza ao Companheiro.


5. REFERÊNCIAS

CAMINO, Rizzardo Da. O Companheirismo Maçônico. São Paulo, SP. Mandras. 2003.

CAMINO, Rizzardo Da. Rito Escocês Antigo e Aceito 1º ao 33º. São Paulo, SP. Mandras. 2009.

CAMINO, Rizzardo Da. Simbolismo do Segundo Grau. 3. ed. São Paulo, SP. Mandras. 2009.

 

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