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A.∙.R.∙.L.∙.S.∙. Fraternidade Serrana, nº 57

SÃO JOAQUIM - SC


COLUNAS


Profanamente dir-se-ia que coluna é um elemento de sustentação de uma construção. É um elemento importante da obra, pois que possibilita suportar ou equilibrar o peso de uma construção. Na obra pode também ter a função decorativa. Na regra geral tem significa apoio, sustentação, robustez. A coluna arquitetônica tem sua origem na Grécia Antiga.

De outra forma podemos definir coluna como sendo o um elemento arquitetônico destinado a receber as cargas verticais de uma obra de arquitetura (arco, arquitrave, abóbada) transmitindo-as à fundação. Embora tenha a mesma função de um pilar, este é geralmente mais robusto e de secção quadrada. A coluna tem, normalmente forma cilíndrica, podendo também ser poligonal.

A coluna costuma ser caracterizada por uma estrutura mais esbelta e esguia, em prumo, o que lhe acarreta um signifcado histórico, decorativo e simbólico mais acentuado. Os materiais de construção podem variar entre a pedra, alvenaria, madeira, metal ou mesmo tijolo atingindo-se uma grande variedade formal e decorativa que se pode observar desde a antiguidade.

A arquitetura moderna admite cinco ordens de colunas. Os antigos só tinham três: dórica, jônica e coríntia.

A coluna dórica tem as proporções da força e da beleza do corpo do homem; a jônica tem a graça da mulher, sendo mais esbelta porque é um pouco mais alta; a coríntia tem as proporções mais delicadas e lembra uma donzela.

Apenas a título de ilustração, o Templo de Vesta em Tívoli e o de Minerva em Assis estão adornados com colunas coríntias.

Na Maçonaria o termo coluna é utilizado para designar o conjunto de obreiros de uma Loja. Em sentido figurado, significa os recursos físicos, financeiros, morais e humanos que mantém uma instituição maçônica em pleno funcionamento.

Em maçonaria a palavra coluna possui derivações variadas, sendo as principais:

Coluna JÔNICA: Ela simboliza a coluna da sabedoria personificada pelo Venerável. Simboliza também o Oriente e os Mestres. Fica localizada no oriente sobre a prancheta do Venerável. A coluna Jônica representa os Mestres de uma loja.

Coluna DÓRICA: Simboliza a coluna da força e se personifica no 1º Vigilante. É a coluna que representa os Irmãos Aprendizes. É localizada sobre a mesa do 1º vigilante.

Coluna Coríntia: Simboliza a coluna da beleza. Personifica-se no 2º vigilante. É a coluna que representa os Irmãos Companheiros. Em loja fica localizada sobre a mesa do 2º vigilante
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No templo podemos visualizar as seguintes colunas:

Coluna B: - (coluna do Norte) É uma das colunas que guarnecia a entrada do templo de Salomão. Na expressão hebraica "booz", (para nós conhecida como Boaz) representando força. Simbolicamente é o local onde os Irmãos Aprendizes recebem seu salário, isto é, o centro de irradiação dos mistérios do grau, ou seja, é sob o abrigo desta coluna que os aprendizes recebem as instruções necessárias e aprendem a polir a pedra bruta. Em Loja, a coluna fica localizada no ocidente ao norte. A coluna é dirigida pelo 1º vigilante.

Coluna J: (coluna do Sul) Também é uma das colunas que guarnecia a entrada do templo de Salomão. Referia-se a expressão "Jachin" - que significa segundo texto bíblico: Jeová se estabelecerá. Simbolicamente é o lugar onde os Companheiros recebem seu salário, isto é, o centro de irradiação dos mistérios do grau ou seja, simbolicamente é a coluna onde tem acento os Irmãos Companheiros e o local onde recebem as respectivas instruções. Em Loja fica localizada no ocidente ao Sul. Esta coluna é dirigida pelo 2º vigilante

As colunas B e J por tradição são colunas confeccionadas com proporções e forma com que Salomão determinou a Hiram Abib ( Abiff) (filho de uma viúva de Naftali- especialista de trabalho de bronze, que pela sua habilidade como artesão passou a ser sinônimo de beleza) que as erigisse para a entrada do templo de Jerusalém. O material das colunas era o bronze, conforme narra o Velho Testamento, porém com influências de outras culturas na história da Maçonaria, vieram a possuir formas a serem confeccionadas dos mais diversos estilos e materiais.

As colunas B e J são também denominadas de colunas de Entrada. São as colunas que fortalecem a porta do templo. Por tradição salomônica deveria estar fora do templo, no átrio, porém as Lojas Maçônicas as localizam na sua entrada. Para fins de decoração algumas Lojas usam implantá-las também na entrada geral do edifício que abriga o templo.

São encimadas por romãs entreabertas, ou por dois globos um representando a terra e outro representando a esfera celeste, fazendo representar que a maçonaria é universal.

Por tradição devem ser ocas para que nelas se guardem as ferramentas simbólicas dos obreiros.

As colunas B e J são também conhecidas por colunas solsticiais. São assim denominadas porque a coluna J situa-se ao sul e marca o solstício de verão e a coluna B, ao norte, o solstício do inverno.

Na Maçonaria ouviremos ainda os seguintes termos, dentre outros:

Coluna da Harmonia: Ela representa o conjunto de obreiros que concorrem para o brilhantismo dos rituais e festejos maçônicos.

Coluna Funerária: É assim denominado o local onde se inscrevem os nomes dos membros falecidos da Loja. Normalmente é representada por um painel na sala dos passos perdidos onde se afixam os retratos e nomes dos membros falecidos. Pode-se, também, chamar de Coluna Funerária ao livro de registros de óbitos de maçons que pertenceram a Loja.

Coluna Gravada: Por coluna gravada entende-se toda proposição escrita e encaminhada ao Venerável e recolhidas pelo Irmão Mestre de cerimônia, por intermédio do saco de propostas e informações.

Coluna Zodiacal: É a denominação dada ao conjunto de doze colunas, sendo seis situadas próximas a parede do norte e seis próximas à do sul. Em princípio, são as colunas que dão sustentação a abóbada do templo. Cada uma leva um emblema indicativo de uma constelação do zodíaco. Simbolicamente sustenta a calota celeste e representa cada uma um mês do ano maçônico

 

SER UMA COLUNA MAÇÔNICA

Após sua iniciação, todo maçom deve construir simbolicamente colunas para ajudar na sustentação de seu templo maçônico e também do universal.

Uma das características encontradas em quem realiza obras é a capacidade de visualizar suas fraquezas e esforço de eliminá-las. O Iniciado ao perceber sua a própria vulnerabilidade não deve se sentir rebaixado ou incompetente. Pelo contrário: luta e contribui com decisão na obtenção de bons resultados, tanto para ele quanto para o meio em que vive, refletindo diretamente no seu ambiente de trabalho.

Cabe ao maçom o dever de ser coluna junto a sua família, no seu trabalho e especialmente junto à sociedade, dando exemplo de honestidade, de tolerância, de bom senso, de prática da justiça, de fé e união

O Iniciado precisa ser persistente em seus sonhos, manter o entusiasmo e firmar em si uma crença pessoal absoluta, visto que lhes é ensinado a confiar em suas habilidades, a polir a pedra bruta para fazer as situações acontecerem e perceber que são as suas ações que sustentam, além da família, toda uma coletividade.

Ele aprende a interpretar aquilo que simbolicamente representam as colunas maçônicas atuando não apenas num trabalho isolado, mas sim, com o envolvimento de outros irmãos, com muito trabalho, esforço incessante, firmeza de propósitos, competência e planejamento.

O maçom precisa construir no ambiente em que vive e junto à sociedade, colunas Dóricas (fortes) seguidas de colunas Coríntias (da beleza) e por fim de colunas Jônicas (da sabedoria), para possibilitar a construções de uma sociedade que lute com coragem pela igualdade, fraternidade e justiça social, bem como, livre de toda e qualquer opressão.

O Iniciado necessita fortalecer seu caráter utilizando-se dos bons exemplos, das instruções recebidas dos irmãos, praticando boas atitudes enfim, polindo a pedra bruta para que a mesma tenha lugar certo na construção da coluna que sustentará também seu templo individual.


Luiz Spricigo, A.:M.:

 

Referência:

PUSCH, Jaime. ABC DO APRENDIZ, Editora Dehon. Tubarão, 1993.

 

 

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Construção: Ir.·. Omero Souza Barbosa M.·.M.·.

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