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MARTINHO
DE HARO

MUSEU
VIRTUAL MARTINHO DE HARO
Martinho
de Haro, pintor, desenhista e muralista, nasceu em
São Joaquim/SC em 11/11/1907 - Filho de Antonio
Lopes de Haro e Silvia Brasil de Haro. Casou-se em
23/05/1938 com Maria Palma, de tradicional família
joaquinense. Faleceu em Florianópolis/SC em
23/05/1985.
Inicia-se
na pintura em Lages, Santa Catarina, em 1920 e expõe
individualmente pela primeira vez no Conselho Municipal
de Florianópolis, em 1926. Como bolsista do
governo catarinense, estuda na Escola Nacional de
Belas Artes - Enba, no Rio de Janeiro, de 1927 a 1937,
tendo aulas com Cunha Melo e Rodolfo Chambeland. Trabalha
como auxiliar de João Timóteo na decoração
da Igreja de Nossa Senhora da Pompéia, em 1930,
e de Eliseu Visconti na execução do
panneau do Teatro Municipal, de 1930 a 1935. Ainda
na década de 30, freqüenta o curso de
pintura de Henrique Cavaleiro e o Núcleo Bernardelli;
viaja à França, onde estuda com Otto
Friez na Academia de La Grande Chaumiere de Paris,
em 1938. Devido ao início da guerra, retorna
a São Joaquim em 1939, onde permanece até
1944, quando muda-se para Florianópolis.
Martinho
de Haro não escolhia o suporte para exercitar
sua compulsão pelo desenho. Papel de embrulho
de pão, papelão de caixas, convites
de exposição, envelopes ou uma folha
qualquer que estivesse à mão serviam
para o modernista elaborar o esboço de suas
pinturas. Em alguns desses esboços, Martinho
fazia uma anotação de cores que ele
iria utilizar na composição da tela.
O pintor, que completaria cem anos em novembro/2007,
teve um conjunto de 60 desenhos de temáticas
variadas em exposição no Museu Histórico
de Santa Catarina Palácio Cruz e Sousa.
A mostra fez parte das comemorações
do centenário, que teve também atividades
no Museu Victor Meirelles, com a mostra Esboços
de uma Cidade, com desenhos de Florianópolis,
e a palestra Domingo, com o historiador
Fernando Boppré. Em sua palestra, Boppré
aborda uma aproximação dos desenhos
de Martinho com o domingo, dia meio insone, meio perdido,
quando ocorre uma suspensão de ruídos,
dos movimentos, do trabalho. O silêncio
e a falta de pessoas na obra de Martinho são
algo atordoante, diz o historiador.
O
Museu de Arte de Santa Catarina exibiu, até
2 de novembro/2007, a mostra Centenário
Martinho de Haro, com um conjunto de 120 pinturas
do homenageado.
Mais
informações sobre Martinho de Haro
Exposição
de Martinho de Haro ganha o país

Paisagem
serrana, tendo a cidade de São Joaquim como
modelo

Cavalo,
óleo sobre madeira - medidas 15x19cm
RETRATOS
DE FLORIANÓPOLIS
Martinho
de Haro se notabilizou por registrar em óleo
sobre tela as paisagens de uma Florianópolis
que já não existe mais. Impressiona
o realismo com que retratou a capital catarinense
dos anos 50.
SÃO
JOAQUIM TAMBÉM HOMENAGEIA O ARTISTA

Convite
para comoração do centenário
da Martinho de Haro em sua cidade natal, São
Joaquim
Críticas
"Martinho
de Haro é um pintor brasileiro, permanente,
e com uma rara história abrangendo os tempos
de pioneirismo e desenvolvimento da arte moderna no
Brasil. Sem dúvida ao lado do paisagismo de
Pancetti e Guignard, das figuras de Di Cavalcanti,
impõe-se a pesquisa de Martinho de Haro que,
de uma certa forma, destaca-se quase única
na propositura hoje do nu e da natureza-morta. (...)
De qualquer forma, sem os arroubos teóricos
e materiais das jovens descobertas, Martinho de Haro
manteve-se tranquilo e saudável, no caminho
de uma pintura que supera o simples registro do assunto,
e transfigura com uma sensibilidade e uma cor muito
próprias, as atmosferas regionais, o universalismo
dos objetos provincianos, a poesia do corpo do qual
extrai um nível de beleza não convencional
e muito mais do espírito do que da linha. (...)
Martinho de Haro passou por vários temas: paisagem,
natureza-morta, retrato e auto-retrato, motivos religiosos,
nus, flores etc. Apesar disso a variante nítida
das fases em seu percurso é muito pequena.
Se deixarmos de lado a pintura pesada de um expressionismo
carregado de matéria e sombra, da década
de 20, e as reminiscências regionais das atividades
rurais com que na década de 30 se impôs
ao primeiro julgamento do ambiente artístico
do Rio de Janeiro, todo o resto foi uma segura variação
sobre a mesma linguagem".
Walmir
Ayala
(MARTINHO
de Haro. Texto de Walmir Ayala. Rio de Janeiro: L.
Christiano, 1986. )
"Pouco
há o que dizer sobre o surto renovador das
artes visuais em Santa Catarina, na fase final do
ciclo que implantara o modernismo entre nós.
O único personagem que ali então realça
e mesmo assim decidido ao retraimento é Martinho
de Haro. (...) Sua pintura econômica em efeitos,
liricamente disciplinada, mesclando longínquas
referências ao art-nouveau com a propensão
geometrizante do cubismo, preocupou-se especialmente
em fixar a paisagem local através de casarios
comportados a céus suaves".
Roberto
Pontual
(PONTUAL,
Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira
do século XX na coleção Gilberto
Chateaubriand. Rio de Janeiro: Jornal do Brasil, 1987.
)
Fonte:
http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=2754&cd_item=1&cd_idioma=28555
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