A  G.∙. D.∙. G.∙. A.∙. D.∙. U.∙.

A.∙.R.∙.L.∙.S.∙. Fraternidade Serrana, nº 57

SÃO JOAQUIM - SC


A PALAVRA SAGRADA


O estudo da Palavra Sagrada nos leva a compreender mais intimamente em que consiste esta condição de estabilidade e firmeza que caracteriza ao Companheiro.

A Palavra Sagrada do Companheiro é a terceira pessoa do verbo hebraico KUN que significa "estar firme, fundar, estabelecer". Dita palavra pode, pois, traduzir-se: "(El) estabelece ou estabelecerá, fundará, confirmará". Relacionada com a Palavra Sagrada do Aprendiz, que significa "No El a força" e que denota a Fé numa Realidade ou Poder Superior, a Palavra do Companheiro tem evidente sentido paralelo e complementar de Esperança, reposta nesta mesma Força ou Realidade interiormente reconhecida, que se estabelece ou confirma efetivamente num resultado particular, objetivo ao mesmo tempo da Fé e da Esperança.

Em outras palavras, para chegar a ser verdadeiramente operativa e fecunda a simples Fé do Aprendiz, deve estabelecer-se interiormente uma condição de absoluta firmeza, sem que haja sombra alguma de dúvida ou vacilação, pois só com esta condição pode produzir os resultados milagrosos que se atribuem a Fé e que São Paulo enumera numa de suas epístolas.
O estabelecimento interior de uma condição de absoluta confiança no Poder da Realidade e em sua prática atuação em vista de um resultado particular conduz naturalmente a "esperança" ou expectativa de sua efetividade.

Assim, pois, estas duas palavras, intimamente relacionadas uma com a outra, nos iniciam no reconhecimento e no uso efetivo do Poder Supremo, da Força Universal da Criação, que sempre procede e atua de dentro para fora, manifestando exteriormente, expressando em nosso próprio mundo objetivo as condições ou consecuções interiores que se estabeleceram em nosso foro individual.

As quatro letras de que se compõem esta palavra significam respectivamente: "m... - p... - m... - p...". Este conjunto nos manifesta uma curiosa correspondência com o mesmo signo do Companheiro, que por sua vez pode mui bem interpretar-se em perfeita correlação com o sentido da Palavra Sagrada.

A mão aberta e levantada, formando com a palma o signo do Pentagrama, representa muito bem a Inteligência que se eleva interiormente nas regiões transcendentes do Mundo Divino, estabelecendo-se um íntimo contato ou relação entre a Consciência Individual e a Cósmica. O Fogo Sagrado de Prometeu, ou seja, a Força da Realidade, pode então descer no homem, estabelecendo sem seu coração, que se acha em atitude receptiva ou passiva (muito bem simbolizada por uma mão horizontal ou um peixe), aquela condição interior, da qual se converte em veículo ou instrumento na manifestação exterior. Pois, como disse Emerson: "Esta Energia não desce no homem, senão a condição de uma inteira possessão".

Ir.'. Leonardo Felipe Tenfen
São Joaquim 07/08/2007


Bibliografia

Manual de instruções do grau de companheiro maçom, 2001. Florianópolis.
Adoum, Jorge. Grau do companheiro e seus mistérios. Ed Pensamento. São Paulo.
Camino, Rizzardo da. Simbolismo do segundo grau. Ed Madras, 1998. São Paulo.
Camino, Rizzardo da. O companheirismo maçônico. Ed Madras, 2003. São Paulo.
Instrucional Grau Companheiro Loja Cidade Azul.

 

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